quarta-feira, 11 de maio de 2016

CICLONE EXTRATROPICAL EM PORTUGAL HOJE




IMAGEM DO DIA 11.05.2016





                    IMAGEM DO DIA 12.05.2016


Os ventos do ciclone:

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - PORTUGAL
Aviso amarelo de chuva forte em treze distritos




Chuva vai manter-se até quinta-feira
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) elevou hoje de nove para 13 os distritos de Portugal continental sob 'Aviso Amarelo' devido à previsão de chuva, pontualmente forte e acompanhada por trovoadas.
De acordo com o IPMA, estão hoje sob 'Aviso Amarelo' os distritos de Leiria, Santarém, Lisboa, Castelo Branco, Portalegre, Setúbal, Évora, Beja, Faro, Coimbra, Aveiro, Viseu e Guarda.
O 'Aviso Amarelo', que foi emitido devido à previsão de chuva pontualmente forte e acompanhada de trovoadas, vai estar em vigor entre as 12:00 e as 18:00 de hoje.
Segundo o instituto, o 'Aviso Amarelo', o terceiro mais grave numa escala de quatro, significa "risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica".
De acordo com o instituto, a chuva deverá manter-se até quinta-feira, altura em que a probabilidade de precipitação começa a diminuir.
O IPMA prevê para hoje no continente céu muito nublado, diminuindo gradualmente de nebulosidade a sul do sistema montanhoso Montejunto-Estrela a partir da tarde, períodos de chuva ou aguaceiros, que poderão ser localmente fortes e acompanhados de trovoada, em especial nas regiões centro e sul até ao final da tarde, e que serão de neve nos pontos mais altos da Serra da Estrela até ao princípio da tarde e para o final do dia.
A previsão aponta também para vento fraco a moderado do quadrante sul, soprando moderado a forte, com rajadas até 70 quilómetros por hora no litoral, em especial a sul do Cabo Espichel, tornando-se do quadrante oeste a partir da tarde.
Nas terras altas, o vento deverá soprar moderado a forte do quadrante sul, com rajadas até 80 quilómetros por hora, em especial nas regiões do centro e sul, tornando-se do quadrante oeste a partir da tarde.
Na Madeira, prevê-se céu com períodos de muita nebulosidade, aguaceiros, que poderão ser por vezes intensos até ao início da manhã, tornando-se fracos e poucos frequentes, vento moderado a forte quadrante oeste, com rajadas até 70 quilómetros por hora, soprando forte com rajadas até 90 quilómetros por hora nas zonas montanhosas, tornando-se moderado a partir da tarde.
Está ainda prevista uma pequena subida de temperatura.
Nos Açores prevê-se períodos de céu muito nublado, com abertas, aguaceiros fracos na madrugada e manhã e vento bonançoso a moderado.
Quanto às temperaturas, em Lisboa vão oscilar entre 11 e 17 graus Celsius, no Porto entre 10 e 16, em Vila Real entre 05 e 15, em Viseu entre 05 e 13, na Guarda entre 05 e 09, em Bragança entre 05 e 14, em Coimbra entre 10 e 17, em Castelo Branco entre 07 e 14, em Santarém entre 10 e 18, em Évora entre 09 e 16, em Beja entre 10 e 16, em Faro entre 14 e 18, no Funchal entre 16 e 21, em Ponta Delgada entre 13 e 18 e na Horta e Santa Cruz das Flores entre 13 e 17.

GRANDE TORNADO FILMADO NO COLORADO- EUA, NO SÁBADO



virgula.uol.com.br/geek

Meteorologista se aproxima de tornado e capta vídeo incrível nos EUA

Osmar Portilho
Atualizado em 10/05/2016  


Reed Timer é um meteorologista especializado em caçar tornados, ciclones e tempestades nos Estados Unidos. Não satisfeito em ser PhD em meteorologia pela Universidade de Oklahoma, ele passa mais tempo a bordo de sua caminhonete em busca de imagens impressionantes deste fenômenos climáticos.
No vídeo que você assiste aí em cima – ou na versão 360º abaixo -, é possível ver Reed se aproximar bem de um tornado formado em Wray, no Colorado, e captar esta cena incrível.


Tornado faz cinco feridos no Colorado

Fenômeno aconteceu no último sábado e foi registado em vídeo.
Tornado no Colorado (EUA)
Tornado no Colorado (EUA). Fonte: Youtube
Pelo menos cinco pessoas ficaram feridas e dezenas de prédios destruídos este fim-de-semana depois de uma enorme tempestade e um tornado terem abalado Wray, no Colorado, nos Estados Unidos.
Vários vídeos publicados nas redes sociais documentam o momento e mostram como a nuvem afunilada cresce rapidamente e provoca um rasto de destruição por onde passa.
IMAGEM DO DIA 07 DE MAIO, MOSTRA UM VÓRTICE CICLÔNICO SOBRE OS EUA

IMAGEM PELO RADAR NO DIA 08.05.2016


domingo, 8 de maio de 2016

VÊNUS SE APROXIMANDO DO SOL



IMAGEM DE VÊNUS SE APROXIMANDO DO SOL
Acima, um grupo de estrelas chamadas Plêiades passa pelo Sol bem atrás.

CARTA CELESTE DE 08 DE MAIO 



PASSAGEM DE MERCÚRIO PELO SOL













Acompanhe Mercúrio passando em frente ao Sol nesta segunda Por Redação | em 09.05.2016 às 07h45 


trânsito de Mercúrio pelo Sol

A partir das 8h da manhã desta segunda-feira (09) poderemos assistir ao fenômeno raro do planeta Mercúrio passando em frente ao Sol. O planeta aparecerá como um pequeno disco preto se deslocando em frente ao astro por algumas horas hoje, mas, para ver o espetáculo, é preciso utilizar equipamentos astronômicos adequados ou acompanhar as transmissões ao vivo pela web. Não vá olhar diretamente para o Sol! Esse fenômeno acontece 13 ou 14 vezes a cada século e por isso o registro do ocorrido nesta segunda-feira é tão importante. Mercúrio é o menor planeta do Sistema Solar, tendo apenas 4.780 km de diâmetro, e dá a volta ao redor do Sol em 88 dias, passando entre a Terra e nossa estrela a cada 116 dias. E por que então esse fenômeno é tão raro? A resposta é simples: porque a inclinação da órbita do planeta faz com que ele pareça estar acima ou abaixo do Sol na maior parte do tempo.  O espetáculo começará às 8h12, no horário de Brasília, com previsão de término para as 15h24. Diversos sites transmitirão o fenômeno ao vivo pela internet, e talvez a transmissão mais interessante seja a da NASA pelo site da NASA Television, que captará as imagens diretamente do Solar Dynamics Observatory - seu observatório espacial dedicado exclusivamente para estudar o Sol. A agência espacial dos Estados Unidos criou um hotsite dedicado ao trânsito de Mercúrio em frente à estrela, e também programou um live event em sua página do Facebook.  Outra opção é acompanhar a transmissão do Slooh, uma comunidade de astrônomos e entusiastas da astronomia, que também acompanhará o espetáculo ao vivo. Quem preferir, pode acessar o canal da revista Sky & Telescope Magazine, que também exibirá ao vivo todos os momentos do trânsito de Mercúrio pelo Sol.




VÊNUS

Vênus é um planeta que derrete qualquer coisa que entra em contato, certo? Não totalmente. Dados da primeira missão da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) foram analisados e trouxeram algumas informações fascinantes sobre a atmosfera do nosso vizinho mais próximo. Algumas partes de Vênus são muito, muito frias.

noticiasaominuto.com

Novas imagens de Vénus mostram nuvens estranhas

Nave japonesa Akatsuki quase não chegava à órbita de Vénus, mas os esforços trouxeram resultados.

© Nature / ISAS / JAXA
TECH ESPAÇO07:42 - 18/04/2016POR RUI DAMIÃO
Demorou cinco anos, mas a Akatsuki, a nave que está na órbita de Vénus e que foi lançada pela agência espacial japonesa, conhecida por JAXA, apresentou os seus primeiros resultados científicos.
PUB
Diz a Nature que a nave enviou algumas imagens do planeta que mostra nuvens ácidas extremamente detalhadas e um ‘arco’ misterioso na atmosfera de Vénus, como é possível ver na imagem acima.
A Akatsuki teve a sua rota corrigida depois de estar em órbita à volta do Sol. Apesar da viagem atribulada, Masato Nakamura, project manager da Akatsuki, afirma que os instrumentos da nave estão a trabalhar de forma “quase perfeita”.

sábado, 7 de maio de 2016

CHUVA DE GRANIZO NA ÁRGÉLIA - NORTE DA ÁFRICA



Imagem do dia  07.05.2016 mostra ao norte da Argélia, nuvens covectivas em formação que causaram a Tempestade de granizo.

Tempestade de granizo provoca estragos em Djelfa, Argélia

Tempestade de granizo provoca estragos em Djelfa, Argélia
internacional 06 05 16 1
Uma tempestade de granizo atingiu o município de Djelfa, capital da província homônima, no norte da Argélia nas últimas 24 horas.
O fenômeno raro na região perfurou telhados de construções e forrou ruas e gramados de gelo. Em alguns pontos houve acúmulo de granizo no solo.
Em outras cidades também da província de Djelta houve registro de chuva forte com trovões, onde alagamentos foram registrados em vias públicas.
Dados meteorológicos
A codificação de Meteorological Aerodrome Report (METAR) do Aeroporto “Ouled Sidi Brahim”, localizado no município de Bou-Saada, o mais próximo de Djelfa em operação, reportou chuva com trovões entre as 17 horas (local) e 19 horas.
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(Crédito das imagens: Reprodução/Google – Reprodução/Meteo Algerie)
(Fonte da informação: De Olho No Tempo Meteorologia)

terça-feira, 3 de maio de 2016

INÍCIO DE LA NIÑA



Já resfriou muito o Pacífico e já aparece azul na imagem, configurando La Niña onde as temperaturas ficam abaixo da média.
No gráfico vemos o rápido declínio da temperatura em direção a média 
na região NINOS 4.







METEOROLOGIA | Domingo, 24 de Abril de 2016 - 11:00

Depois de El Niño, Brasil se prepara para enfrentar La Niña

Segundo informações da Climatempo, impactos do fenômeno só começarão em novembro; enquanto isso, clima no país se normaliza

Entre o fim de um evento e o início do outro, teremos neutralidade. Mas as previsões são positivas.
Entre o fim de um evento e o início do outro, teremos neutralidade. Mas as previsões são positivas. / Divulgação
Após um ano repleto de alterações climáticas causadas pelo El Niño, que foi o mais forte dos últimos 19 anos, outro fenômeno natural, chamado La Niña, vai se formar no fim de 2016. Entre o fim de um evento e o início do outro, teremos neutralidade. Mas as previsões são positivas.
Em 2015 e no começo deste ano, o El Niño aumentou as chuvas na região Sul do país e tornou ainda mais rigorosa a seca do Nordeste. O fenômeno também foi responsável por causar perdas nos cultivos de muitas plantações em todo o país, elevando preços de alguns produtos no mercado e deixando muitos agricultores preocupados com as próximas safras. Mas, depois de tantos estragos, há uma boa notícia. Segundo o meteorologista da Climatempo Alexandre Nascimento, o El Niño vai enfraquecer gradativamente. “Ele está perdendo a força e vai terminar ao longo do outono, provavelmente no último mês da estação”, diz.
Com isso, o meteorologista explica que massas frias começam a se deslocar pelo país ainda no outono, o que é normal para a época quando não há nenhum fenômeno atuando.  “O frio não vai chegar mais cedo como andam dizendo por aí, mas sim na hora certa, o que não aconteceu nos últimos dois anos”, esclarece o meteorologista.
Quanto à La Niña, de acordo com Nascimento, ela só vai atuar a partir de novembro. “O fenômeno vai se desenvolver ao longo do segundo semestre, mas só atuará realmente no último trimestre, ou seja, o ano será praticamente todo sem La Niña”, ressalta Nascimento. 
Com a ausência do El Niño, e o início da La Niña, a primavera e o verão 2016/17 terão chuvas mais distribuídas pelo país. Ou seja, tanto o Norte quanto o Nordeste terão precipitações mais constantes, o que não ocorreu em 2015 e no começo deste ano.
No Sul, a chuva deve diminuir bastante em relação ao ano anterior, ou seja, a região não terá meses consecutivos debaixo d’água, o que aponta para um cenário climático mais dentro da normalidade e positivo, ainda mais para um ano com dois fenômenos opostos e tanta alteração no Pacífico.
O que são os fenômenos
Ao contrário do El Niño, que consiste no aquecimento anormal das águas do oceano Pacífico (na região equatorial), a La Niña é o resfriamento irregular dessas águas, que contribui com o deslocamento de massas de ar mais frias pela América do Sul e a modificação do clima em outras partes do mundo. Segundo a Climatempo, ela estará presente no fim de 2016, fazendo com que este ano tenha dois fenômenos opostos (um no início e outro no fim). Em 2017, o ano deve ser sob o domínio da La Niña.


exame.abril.com.br/
13/04/2016 11:29

Aquecimento pode reduzir em 44% circulação do Atlântico


Divulgação/Nasa
Oceano Atlântico
Atlântico: circulação de águas leva calor ao norte do planeta


Devido às mudanças climáticas, a gigantesca circulação de águas, que leva calor do Atlântico Sul para o Atlântico Norte, poderá diminuir quase pela metade ainda neste século. Se isso ocorrer, as consequências serão dramáticas, tanto em escala global quanto, principalmente, nas porções litorâneas dos três continentes banhados pelo Atlântico: América, Europa e África.
Para se ter ideia da importância dessa circulação oceânica, conhecida como Célula de Revolvimento Meridional do Atlântico, basta considerar que sua potência (quantidade de energia liberada por segundo) é quase 100 mil vezes maior do que a da usina hidrelétrica de Itaipu, com todas as turbinas funcionando. A estimativa mais pessimista do IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change – Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) é que essa potência, de 1,3 petawatt (1,3 x 1015 W), venha a ser reduzida em 44% até 2100.
Nesse caso, 44% da energia térmica atualmente transportada para as águas frias das altas latitudes do Atlântico Norte ficarão retidas e serão redistribuídas no Atlântico Sul e no Oceano Austral, impactando os centros de alta e baixa pressão, o regime dos ventos, a intensidade e duração das chuvas etc.
Uma forma de aferir a acurácia dessas projeções e desenhar com maior precisão o cenário futuro é olhar para o passado. Isto é, “rodar o modelo para trás” e comparar os resultados obtidos pela simulação com os dados concretos colhidos por meio da pesquisa de campo.
Tal é o propósito do projeto “Resposta da porção oeste do Oceano Atlântico às mudanças na circulação meridional do Atlântico: variabilidade milenar a sazonal”, conduzido pelo paleoclimatólogo Cristiano Mazur Chiessi, professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP). O projeto é apoiado pela FAPESP por meio do Programa Jovens Pesquisadores.
“Nosso projeto procura avaliar os impactos que as mudanças ocorridas há milhares de anos na circulação oceânica do Atlântico tiveram, na época, sobre o clima da América do Sul e sobre a porção oeste do Atlântico Sul. Um desses impactos, que aconteceu quando a célula teve sua intensidade drasticamente reduzida ou até mesmo colapsou, foi um período prolongado de chuvas torrenciais sobre a região nordeste do atual território brasileiro”, disse Chiessi à Agência FAPESP.
Nas condições atuais, a Célula de Revolvimento Meridional do Atlântico é uma circulação oceânica de larga escala, que recolhe águas quentes de grande salinidade, situadas no topo da coluna de água do Atlântico Sul, e as leva até altas latitudes do Atlântico Norte.
“Ao longo do trajeto, a intensa evaporação, que ocorre nas baixas latitudes, causa um aumento ainda maior da salinidade. Posteriormente, o resfriamento, nas altas latitudes, provoca uma contração de volume. Conjugados, esses dois fatores, aumento de salinidade e contração de volume, tornam as águas mais densas. E a maior densidade faz com que elas afundem na coluna de água e retornem ao Atlântico Sul em camadas profundas e frias, até alcançar as imediações da Antártica”, explicou o pesquisador (veja a animação em www.youtube.com/watch?v=LkRQjTdTvFE).
Em maior detalhe, o processo é o seguinte. A corrente quente desloca-se para norte, próxima do litoral leste da América, desde a altura de Salvador, no Brasil, até a altura de Nova York, nos Estados Unidos, aproximadamente. Lá, sofre uma inflexão para leste, rumo à Islândia e à Noruega. E, depois de alcançar o norte europeu, retorna ao sul, já como corrente fria e profunda, fluindo paralela à margem leste da América, até chegar às imediações da Antártica.
A grande perda de calor para o meio, que faz a corrente afundar, ocorre em dois sítios específicos: o Mar de Labrador, entre o Canadá e a Groenlândia, e o Mar da Noruega, entre a Groenlândia, a Islândia e a Noruega. “Devido a essa liberação de calor, a temperatura média da superfície oceânica perto do sul da Noruega ou do norte da Inglaterra é muito mais alta do que na porção da costa canadense situada na mesma latitude”, informou Chiessi.
A célula exerce uma influência muito grande sobre o clima, não apenas do oceano, mas também de todos os continentes situados ao redor do Atlântico “Isso vale especialmente para as porções desses continentes banhadas pelo oceano. Na América do Sul, tudo o que está a leste da Cordilheira dos Andes é altamente influenciado pelo fenômeno”, acrescentou o pesquisador.
Ele acredita que, em função das mudanças climáticas, a diminuição da intensidade desse processo oceânico já esteja acontecendo.
Divulgação/Nasa
Oceano Atlântico
Atlântico: circulação de águas leva calor ao norte do planeta



Devido às mudanças climáticas, a gigantesca circulação de águas, que leva calor do Atlântico Sul para o Atlântico Norte, poderá diminuir quase pela metade ainda neste século. Se isso ocorrer, as consequências serão dramáticas, tanto em escala global quanto, principalmente, nas porções litorâneas dos três continentes banhados pelo Atlântico: América, Europa e África.
Para se ter ideia da importância dessa circulação oceânica, conhecida como Célula de Revolvimento Meridional do Atlântico, basta considerar que sua potência (quantidade de energia liberada por segundo) é quase 100 mil vezes maior do que a da usina hidrelétrica de Itaipu, com todas as turbinas funcionando. A estimativa mais pessimista do IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change – Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) é que essa potência, de 1,3 petawatt (1,3 x 1015 W), venha a ser reduzida em 44% até 2100.
Nesse caso, 44% da energia térmica atualmente transportada para as águas frias das altas latitudes do Atlântico Norte ficarão retidas e serão redistribuídas no Atlântico Sul e no Oceano Austral, impactando os centros de alta e baixa pressão, o regime dos ventos, a intensidade e duração das chuvas etc.
Uma forma de aferir a acurácia dessas projeções e desenhar com maior precisão o cenário futuro é olhar para o passado. Isto é, “rodar o modelo para trás” e comparar os resultados obtidos pela simulação com os dados concretos colhidos por meio da pesquisa de campo.
Tal é o propósito do projeto “Resposta da porção oeste do Oceano Atlântico às mudanças na circulação meridional do Atlântico: variabilidade milenar a sazonal”, conduzido pelo paleoclimatólogo Cristiano Mazur Chiessi, professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP). O projeto é apoiado pela FAPESP por meio do Programa Jovens Pesquisadores.
“Nosso projeto procura avaliar os impactos que as mudanças ocorridas há milhares de anos na circulação oceânica do Atlântico tiveram, na época, sobre o clima da América do Sul e sobre a porção oeste do Atlântico Sul. Um desses impactos, que aconteceu quando a célula teve sua intensidade drasticamente reduzida ou até mesmo colapsou, foi um período prolongado de chuvas torrenciais sobre a região nordeste do atual território brasileiro”, disse Chiessi à Agência FAPESP.
Nas condições atuais, a Célula de Revolvimento Meridional do Atlântico é uma circulação oceânica de larga escala, que recolhe águas quentes de grande salinidade, situadas no topo da coluna de água do Atlântico Sul, e as leva até altas latitudes do Atlântico Norte.
“Ao longo do trajeto, a intensa evaporação, que ocorre nas baixas latitudes, causa um aumento ainda maior da salinidade. Posteriormente, o resfriamento, nas altas latitudes, provoca uma contração de volume. Conjugados, esses dois fatores, aumento de salinidade e contração de volume, tornam as águas mais densas. E a maior densidade faz com que elas afundem na coluna de água e retornem ao Atlântico Sul em camadas profundas e frias, até alcançar as imediações da Antártica”, explicou o pesquisador (veja a animação em www.youtube.com/watch?v=LkRQjTdTvFE).
Em maior detalhe, o processo é o seguinte. A corrente quente desloca-se para norte, próxima do litoral leste da América, desde a altura de Salvador, no Brasil, até a altura de Nova York, nos Estados Unidos, aproximadamente. Lá, sofre uma inflexão para leste, rumo à Islândia e à Noruega. E, depois de alcançar o norte europeu, retorna ao sul, já como corrente fria e profunda, fluindo paralela à margem leste da América, até chegar às imediações da Antártica.
A grande perda de calor para o meio, que faz a corrente afundar, ocorre em dois sítios específicos: o Mar de Labrador, entre o Canadá e a Groenlândia, e o Mar da Noruega, entre a Groenlândia, a Islândia e a Noruega. “Devido a essa liberação de calor, a temperatura média da superfície oceânica perto do sul da Noruega ou do norte da Inglaterra é muito mais alta do que na porção da costa canadense situada na mesma latitude”, informou Chiessi.
A célula exerce uma influência muito grande sobre o clima, não apenas do oceano, mas também de todos os continentes situados ao redor do Atlântico “Isso vale especialmente para as porções desses continentes banhadas pelo oceano. Na América do Sul, tudo o que está a leste da Cordilheira dos Andes é altamente influenciado pelo fenômeno”, acrescentou o pesquisador.
Ele acredita que, em função das mudanças climáticas, a diminuição da intensidade desse processo oceânico já esteja acontecendo.

Por gravidade, o “testemunhador” chega ao fundo oceânico e penetra suavemente na camada de sedimentos não consolidada, recolhendo, sem distúrbios, de oito a dez metros de coluna sedimentar. Depois, já no laboratório, cada fração da coluna é analisada, obtendo-se, a partir disso, miríades de informações.

Defasagem entre o aquecimento do oceano e do continente

“Seguindo em linhas gerais essa mesma metodologia, outro trabalho nosso mostrou que o aquecimento do Atlântico Sul não provocou uma elevação imediata da temperatura do continente. As águas do oceano aqueceram-se há cerca de 18 mil anos, porém esse aquecimento só foi manifestar-se em terra firme por volta de 16,5 mil anos atrás. Houve uma defasagem de um milênio e meio”, afirmou Chiessi.
Segundo o pesquisador, foi apenas com o aumento da concentração de CO2 na atmosfera, associado à deglaciação, que a temperatura continental começou finalmente a ascender. Tal conclusão foi comunicada por ele e colaboradores em artigo publicado em Climate of the Past, jornal da European Geosciences Union:Thermal evolution of the western South Atlantic and the adjacent continent during Termination 1.
Aqui, é importante definir com precisão a sequência causal. Em primeiro lugar, o início do processo de deglaciação, provocando o despejo de água doce no Mar de Labrador, arrefeceu ou colapsou a circulação oceânica. O calor aprisionado no Atlântico Sul aqueceu, então, não apenas as águas do litoral leste sul-americano, mas também as águas ao redor da Antártica. Isto fez com que os ventos de oeste, que sopram intensamente sobre a Patagônia, migrassem para o Sul. Com a migração, esses ventos aumentaram, nas cercanias da Antártica, o fenômeno da ressurgência, trazendo águas profundas para a superfície do oceano.
Por um lado, a intensificação da ressurgência provocou uma explosão de vida marinha na região, porque muitos nutrientes que estavam no fundo oceânico foram disponibilizados. Por outro lado, liberou na atmosfera o CO2 que estava aprisionado no fundo. E foi esse gás de efeito estufa que gerou o aquecimento suplementar que encerrou de vez a glaciação.
“Não fomos nós os primeiros a correlacionar a última deglaciação com o aumento da concentração de CO2. Isso foi feito por Jeremy Shakun em um artigo famoso, publicado na Nature em 2012: “Global warming preceded by increasing carbon dioxide concentrations during the last deglaciation”. Esse trabalho teve grande repercussão na comunidade científica, recebendo várias citações”, ressalvou Chiessi.
“Então, não tivemos a primazia na sugestão do mecanismo. A característica inédita do nosso trabalho, se podemos dizer assim, foi corroborar a asserção de Shakun a partir da análise de uma curva de temperatura oceânica e uma curva de temperatura continental em um mesmo testemunho sedimentar”, continuou.
O pesquisador estabeleceu a série de temperaturas oceânicas a partir da análise química de conchas muito pequenas de zooplâncton depositadas nas várias camadas da coluna de sedimentos. E estabeleceu a série de temperaturas continentais analisando lipídeos produzidos por bactérias da microbiota do solo, levadas ao oceano pelas chuvas. Assim, a partir de um mesmo testemunho sedimentar, pôde chegar às temperaturas do oceano e às temperaturas do continente.
“Isso foi muito interessante, porque eliminou o problema de sincronização dos registros. Os registros já estavam sincronizados pelo fato de se encontrarem no mesmo estrato da coluna de sedimentos. Construindo as curvas, pudemos verificar que a temperatura continental não acompanhou no curto prazo o aquecimento do oceano. Realmente só aumentou quando houve a elevação da concentração de CO2, não antes”, comentou.
Na interpretação do pesquisador, essa defasagem entre o aquecimento das águas e o aquecimento da área continental é uma evidência de que a Terra só saiu realmente da última glaciação após o aumento da concentração de CO2, como afirmara Shakun. A importância singular da descoberta do papel do CO2 se deve ao fato de que, há até bem pouco tempo, as entradas e saídas de glaciações eram atribuídas exclusivamente a variações na órbita terrestre.
“A correlação das glaciações com a variação orbital, estabelecida pelo geofísico sérvio Milutin Milankovitch (1879 – 1958), predominou da década de 1950 à década de 1980. Mas, já nos anos 1990, os estudiosos da área começaram a perceber que esse modelo fazia sentido, mas não era completo. Faltava alguma coisa nele. E essa coisa é justamente o papel do CO2, que Shakun mostrou ser fundamental para levar adiante a deglaciação”, enfatizou Chiessi.
Por volta de 15 mil anos atrás, a religação da circulação oceânica modificou o cenário abruptamente. Em poucas décadas, a temperatura na Europa subiu 6 ou 7 graus Celsius. Foi um aquecimento regional em função da redistribuição da energia térmica que estava confinada no Sul.
Mas houve flutuações menores posteriormente. E isso ensejou um terceiro trabalho de Chiessi e colaboradores, publicado em Paleoceanography: Holocene shifts of the southern westerlies across the South Atlantic.

Estudar o passado para aperfeiçoar o cenário futuro

“Nesse terceiro trabalho, mudamos as balizas temporais, enfocando as modificações ocorridas nos últimos 10 mil anos. Essas modificações não foram tão grandes como aquelas da deglaciação. Mas tiveram sua importância e são relevantes na construção dos cenários atuais – até porque a previsão para o final do século é uma redução da ordem de 44% na circulação oceânica e não um colapso. É importante frisar isto: as projeções não indicam um colapso. Assim, fomos investigar o que ocorreu com os ventos de oeste, durante o Holoceno, quando houve também uma redução parcial da circulação”, afirmou o pesquisador.
Para isso, foram selecionados três testemunhos sedimentares: um ao largo do Rio Grande do Sul; outro bem à frente de Buenos Aires; e o terceiro um pouco mais ao sul, ainda nas imediações da costa argentina. E, a partir deles, foram reconstituídas as características da faixa norte dos ventos de oeste durante os últimos 10 mil anos. Verificou-se que, no longo prazo do Holoceno, houve uma migração desses ventos para o sul.
“Investigamos esse passado não tão distante usando o mesmo modelo empregado pelo IPCC para a projeção do clima futuro. Foi, então, um trabalho de validação de modelo. E o modelo reproduziu muito bem o padrão que detectamos empiricamente. Mas subestimou a amplitude da migração dos ventos para o sul em uma ordem de grandeza. Ou seja, estimou como 10 algo que valia 100. Ora, o modelo também projeta, no futuro, uma migração dos ventos para o sul. Se, no cotejo com os dados do passado, detectamos a subestimação de uma ordem de grandeza, é possível que a projeção também esteja subestimando na mesma escala”, alertou Chiessi.
“O modelo acertou na direção dos ventos e no intervalo de tempo da variação. Mas não na amplitude da mudança. E isso é muito preocupante. Pois pode indicar que, até o final do século, a migração dos ventos para o sul venha a ser muito maior”, prosseguiu.
Se for muito maior, entre outras consequências, poderá ocasionar uma redução da área de sequestro de CO2, situada ao sul dos ventos de oeste, na costa da Argentina, e um aumento da área de emissão de CO2, localizada ao norte dos ventos de oeste, na costa do Uruguai e do Brasil. Então, haverá o risco de uma emissão de CO2 ainda maior do que a estimada.
Em conjunto, os três estudos evidenciam a importância da inter-relação entre a paleoclimatologia, a climatologia atual e a modelagem climática para a projeção do clima futuro, buscando, no passado, eventos que funcionem como análogos de eventos futuros e testando no cotejo entre a simulação e os dados empíricos a acurácia das projeções.
“Além disso, a paleoclimatologia permite abrir os horizontes dos modelos climáticos, colocando em evidência reações não necessariamente lineares. Os modelos têm dificuldade em lidar com variáveis não lineares. Um aporte de informações do passado pode contribuir para a melhoria das projeções”, concluiu Chiessi.
Iniciou-se em 21 de março, e deverá se estender até 15 de abril, o cruzeiro oceanográfico SAMBA (South American Hydrological Balance and Paleoceanography during the Late Pleistocene and Holocene), com o navio de pesquisas oceanográficas alemão Meteor. O cruzeiro, do Rio de Janeiro a Fortaleza, coletará dados e amostras da coluna de água e de sedimentos do fundo oceânico. O cruzeiro contará com participantes da Universidade de Heidelberg, na Alemanha (André Bahr), da Universidade Federal Fluminense (Ana Luiza Albuquerque) e da Universidade de São Paulo (Cristiano M. Chiessi), entre outras instituições.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

CORRENTE FRIA DAS MALVINAS PODE CHEGAR ATÉ O RIO DE JANEIRO NESTE ANO




Igual à 2013, a corrente fria das Malvinas poderá chegar novamente até o Rio de Janeiro neste ano de 2016.
Veja como já está no litoral do Rio Grande do Sul.

domingo, 1 de maio de 2016

ENORME COMETA COLIDIU COM O SOL HOJE



Imagens do sol hoje feitas pelo Solar and Heliospheric Observatory / NOAA / NASA, mostram a colisão de um cometa.

Abaixo, vemos que ele veio de longe.